A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Viana do Castelo celebrou 145 anos, no sábado, com um programa extenso que incluiu a tradicional romagem ao cemitério, desfile e parada e uma sessão solene comemorativa na qual esteve presente Rui Rocha, secretário de Estado da Proteção Civil.
Na sua intervenção, Luís Nobre, presidente da Câmara de Viana do Castelo, defendeu que a Proteção Civil não é uma despesa, mas um investimento para o bem-estar das populações.
“Há uma nota que temos de evidenciar: deixamos de falar em despesa com os bombeiros, com a Proteção Civil, e passamos a falar de investimento, porque é disso que se trata, de um investimento e de um trabalho que é feito durante 365 dias por ano“, evidenciou o autarca, para quem todos os elementos da proteção são como uma “orquestra para a qual todos somos convocados“.
Já o secretário de Estado agradeceu o trabalho de todas as instituições e revelou a necessidade de pensar não só em época de incêndios, mas na Proteção Civil como um fenómeno para todo o ano, sublinhando a importância das autarquias nesta área e dando como um bom exemplo o caso de Viana do Castelo.
Os Bombeiros Voluntários de Viana do Castelo nasceram da reação a um grande incêndio no armazém de enxofre que a empresa Araújo & Cª, do Porto. O armazém continha 1016 sacas daquele produto e uma porção de urze seca, que servia para a estivagem de navios, que tornaram o ar irrespirável, sendo necessário que, para além dos bombeiros municipais, acudissem também os populares.

