Artigo de opinião de Gonçalo Caseiro Pereira, do LIVRE.
«Eu Vi a Ana… a votar.
Não num dia qualquer, mas naquele domingo frio de janeiro de 2026, em que o país inteiro parecia estar à espera de um novo começo — ou, pelo menos, de um presidente que voltasse a falar de esperança com naturalidade. A Ana foi cedo, com o cartão de eleitor numa mão e o café da leitaria do Carmo na outra. Na fila, ouviu de tudo: que “isto já não muda nada”, que “são todos iguais”, e até um senhor que jurava que ia votar em branco “por princípio”. Mas a Ana foi decidida: ia votar no Jorge Pinto.
Não por promessa ou por moda, mas porque via nele alguém que acredita verdadeiramente no potencial de todos os portugueses — de norte a sul, do interior às ilhas — incluindo aqueles que muitas vezes se sentem esquecidos. A Ana sentia que, com ele, cada voz contava, mesmo as que o país costuma ouvir em eco.
O Jorge Pinto, natural de Amarante, não fala de Portugal como um mapa dividido por distritos, mas como uma casa comum onde cada região tem lugar à mesa. E foi isso que conquistou a Ana — e tantos outros: a ideia de um país em que o mérito não depende do código postal, e onde o futuro não se decide apenas nas avenidas da capital, mas numa presidência aberta às pessoas, próxima de quem vive, trabalha e sonha fora dos holofotes.
Enquanto esperava na fila, a Ana pensava no que podia mudar se ele fosse eleito: mais proximidade, mais diálogo, menos promessas vagas e mais compromisso com quem vive longe dos centros de decisão.
Não se tratava de acreditar num salvador, mas num presidente que conhece as dificuldades e ainda assim acredita nas pessoas.
Quando deixou o boletim na urna, a Ana respirou fundo.
Não sabia se Jorge Pinto iria ganhar, mas saiu com a sensação de ter votado por esperança, não por hábito.
E isso, para ela, já era vitória suficiente.
Eu vi a Ana… a acreditar que o país ainda pode ser melhor — se todos acreditarem também.»

