O Chega de Viana do Castelo acusa a Câmara Municipal, em comunicado enviado às redações, “de fugir às perguntas sobre atribuição de habitações municipais” no Bairro do Carvalhal, em Darque. Já Luís Nobre lembra que o decreto foi aprovado por unanimidade e que todas as famílias estão a pagar uma renda.
No comunicado do Chega, lê-se que, “ao contrário do que o Presidente da Câmara pretende fazer crer, o Chega nunca questionou a existência de habitação social nem a necessidade de apoiar famílias carenciadas“.
“O que questionamos, e continuamos a questionar, é a falta de transparência de todo este processo e a ausência de respostas a perguntas simples que qualquer contribuinte tem o direito de fazer“, acusa.
O partido encabeçado em Viana do Castelo por Eduardo Teixeira escreveu ainda que, durante a reunião de Câmara desta terça-feira, José Belo questionou o Executivo sobre “quantas habitações foram efetivamente atribuídas, quantos candidatos ficaram excluídos, quais os critérios concretos utilizados, qual o valor das rendas praticadas e qual o custo total deste empreendimento para os cofres municipais“, mas que “nenhuma destas questões obteve resposta objetiva“.
“Não demos casas a ninguém”
Em reunião de Câmara, esta terça-feira, Luís Nobre rejeitou as acusações do Chega e lembrou que a Estratégia Local de Habitação, enquadrada no programa 1.º Direito, foi aprovada por unanimidade.
“O decreto votado em reunião de Câmara dizia claramente para quem se destinavam estas medidas. A estratégia do 1.º Direito foi aprovada por unanimidade e estavam lá as ações para quem iam ser“, afirmou.
O autarca disse ainda que a intervenção, feita “dentro das regras“, permitiu resolver uma situação social e urbanística que se arrastava há cerca de 50 anos e que, atualmente, “todo o território de Darque fica valorizado com essa intervenção“.
“Não demos as casas a ninguém. As pessoas estão a pagar uma renda para lá estar. Se tiverem capacidade para pagar um euro, pagam um euro. Se tiverem capacidade para pagar 300 euros, pagam 300 euros“, rematou.

