Cláudia Marinho, presidente da União das Freguesias de Viana do Castelo (Santa Maria Maior e Monserrate) e Meadela, recorreu às redes sociais, esta quarta-feira, para expor “imagens de falta de civismo e de respeito pela comunidade”, através das quais é possível ver até um sofá e um colchão depositados na via pública, na Meadela.
“Enquanto freguesa, munícipe e cidadã, sinto uma profunda revolta ao ver situações como esta. As imagens retratam um cenário lamentável de abandono de resíduos, móveis, colchões e outros objetos em plena via pública, numa demonstração clara de falta de respeito pelo espaço comum e por toda a comunidade“, escreve a autarca, acrescentando que é “incompreensível“, numa sociedade que tanto exige “melhores condições urbanas e ambientais“, um cenário deste género.
“Quando alguém decide abandonar lixo desta forma, não está apenas a sujar uma rua; está a prejudicar a qualidade de vida dos vizinhos, a degradar a imagem da freguesia e a criar problemas que acabam por afetar toda a população“, lamenta Cláudia Marinho.
A presidente da União das Freguesias acrescenta ainda que episódios assim representam também uma “falta de respeito” para com os trabalhadores dos Serviços Municipalizados.
“Muitas vezes, quem recolhe estes resíduos é alguém que conhecemos: um vizinho, um familiar, um amigo ou conhecido. Mas, acima de tudo, é um ser humano que merece respeito e dignidade no exercício do seu trabalho. Não é aceitável que tenham de enfrentar cenários destes devido à falta de civismo de quem opta por abandonar resíduos na via pública em vez de utilizar os meios adequados para a sua deposição“, refere ainda Cláudia Marinho.
“A freguesia que queremos construir merece mais respeito. Merece cidadãos conscientes, participativos e comprometidos com o bem comum. Estas imagens não podem deixar ninguém indiferente. São um alerta para a necessidade de fazermos melhor, todos os dias, porque uma comunidade mais limpa, mais cuidada e mais digna depende do contributo e da responsabilidade de cada um de nós“, conclui.
De lembrar que, ainda esta terça-feira, a Junta de Freguesia de Darque também expôs uma situação semelhante, lembrando que a limpeza “não depende apenas dos serviços de recolha“, mas também “da consciência cívica de cada cidadão“.

