Esta semana, a DECO – Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor lembra-nos “como as marcas influenciam o que comemos”.
Em celebração do Dia Mundial da Alimentação, que se assinala a 16 de outubro, A DECO desafia-o a refletir sobre a forma como fazemos as nossas escolhas alimentares.
Quando vai às compras, já parou para pensar por que é que escolhe determinadas bolachas ou por que é que é aquele refrigerante que vai parar ao seu carrinho? Muitas vezes, não é o sabor que decide, mas sim a embalagem colorida ou um anúncio divertido que vimos na televisão ou nas redes sociais. A verdade é que muitas das nossas escolhas alimentares não são tão livres como pensamos.
Vivemos rodeados de publicidade: nos anúncios da televisão, nas redes sociais, nos cartazes, nos vídeos do YouTube, nos jogos e até pelos influencers que seguimos. Mais do que nunca, a publicidade influencia diretamente os nossos hábitos alimentares, sendo os mais jovens dos principais alvos. As marcas sabem que, mesmo com algumas limitações, os jovens têm o seu próprio dinheiro (como a semanada), influenciam o que os pais compram e representam o consumidor do futuro. Por isso, a indústria alimentar investe milhões para conquistar os mais jovens desde cedo — com produtos com cores vibrantes, personagens de desenhos animados, brindes colecionáveis e slogans fáceis de decorar.
O problema é que grande parte destes produtos são ricos em açúcar, sal e gordura. E quanto mais cedo começam a ser consumidos, maior a probabilidade de serem escolhidos no futuro, porque os hábitos adquiridos em criança e na adolescência tendem a perdurar no tempo.
Um estudo da Organização Mundial da Saúde revelou que mais de 70% dos adolescentes já compraram alimentos só porque viram um influencer a promovê-los. E, de acordo com um estudo realizado em Portugal, 93% dos alimentos promovidos por esses mesmos influencers não têm um perfil nutricional adequado, como por exemplo snacks, bebidas e fast food.
Mas não é só a publicidade que nos engana. Os próprios rótulos também sabem muito bem como nos convencer. Frases como “natural”, “zero% gordura” ou “rico em vitaminas” parecem promissoras… mas muitas vezes escondem mais açúcar do que uma sobremesa!
Por isso, é importante desenvolver um olhar mais crítico, para não deixar que sejam as marcas a decidir o que coloca no prato. Antes de comprar, pergunte-se:
- Será que estou a escolher isto porque gosto mesmo… ou porque vi num anúncio?
- Já li o rótulo? Sei mesmo o que estou a comer?
- E aquele produto com uma embalagem chamativa e colorida… será mesmo boa opção para mim e que deverá fazer parte da minha alimentação diária?
A alimentação saudável começa com informação e consciência. Precisamos de aprender a escolher com o cérebro, não apenas com os olhos.
Para estas e mais informações conte com o apoio da DECO Minho através do número de telefone 258 821 083 ou através do endereço eletrónico deco.minho@deco.pt

