O Ministério da Educação confirmou esta quinta-feira a colocação de 18.889 professores nas escolas públicas para o próximo ano letivo, resultado dos concursos anuais de mobilidade interna e contratação inicial.
De acordo com o comunicado, 17.455 docentes obtiveram colocação por mobilidade interna — mecanismo destinado a professores já integrados na carreira — e 1444 foram contratados a termo através do concurso de contratação inicial.
As listas definitivas de colocação, publicadas pela Direção-Geral da Administração Escolar (DGAE), dizem respeito aos níveis de ensino pré-escolar, básico e secundário e abrangem um total de 22.051 horários completos e incompletos colocados a concurso.
No caso da mobilidade interna, foram atribuídos 14.304 horários completos e 3151 horários incompletos. Entre os docentes de carreira colocados, 752 pertencem a Quadro de Agrupamento/Escola e foram indicados pelas suas unidades como “não tendo componente letiva”, 14.070 estão em Quadro de Zona Pedagógica e 2633 optaram por exercer funções temporariamente noutra escola do continente.
Já na contratação inicial, dos 1444 professores colocados, 1392 obtiveram horários completos e 326 vão renovar contratos celebrados no ano letivo anterior.
O Ministério destacou ainda que nas zonas do país com maior carência de docentes foram atribuídos horários a 2788 professores na região de Lisboa, 2454 no Porto, 1436 na Península de Setúbal e 981 no Algarve.
Em termos de grupos de recrutamento, as maiores colocações verificaram-se no 1.º ciclo do ensino básico (4846 horários), na educação especial 1 (1502) e na disciplina de Português do 3.º ciclo e ensino secundário (1234).
Os professores colocados através da mobilidade interna têm até terça-feira para aceitar a colocação na plataforma SIGRHE da DGAE e deverão apresentar-se nas respetivas escolas a 1 de setembro, dando início à preparação do ano letivo 2025/2026.

