Luís Nobre, presidente da Câmara, já reagiu às notícias que dão conta do encerramento da unidade que a Enercon tem em Lanheses e que vai resultar no despedimento de mais de meia centena de trabalhadores.
Em comunicado, o Município adianta que o autarca “está a acompanhar de perto a situação, nomeadamente junto dos responsáveis pela empresa“, e que esta já lhe confirmou aquilo que foi veiculado pela Lusa, ou seja, que em causa está o facto de ter deixado de haver procura para os geradores da plataforma EP2 (2 MW) fabricados nesta unidade e de não existirem alternativas de produção para o local.
“[A Enercon] está a ajustar a sua estrutura de produção devido às atuais exigências do mercado que procuram modelos mais modernos, mais potentes e de maior rendimento, das plataformas EP3 e EP, e que a unidade de Lanheses está vocacionada para a produção de geradores destinados à plataforma EP2, que deixou de integrar o portefólio da empresa, o que motiva o encerramento das atividades da Fábrica de Geradores e Mecatrónica no final do mês de abril de 2026“, lê-se no comunicado divulgado pela Câmara Municipal.
Na mesma nota, foi revelado também que a empresa garantiu a Luís Nobre que “estão a ser desenvolvidos todos os esforços para explorar oportunidades de recolocação interna” dos 68 trabalhadores e que esta “cumprirá integralmente todas as obrigações legais associadas ao encerramento da unidade“, sendo que “não se aplica ao Centro de Excelência de Pás, em Viana do Castelo, que continua a desempenhar um papel essencial na rede global de produção da Enercon“.
Fotografia da Enercon: Divulgada pelo SIMA

