Luís Nobre, presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, despediu-se esta quinta-feira da presidência do Eixo Atlântico, que passa a ser assegurada por Miguel Fernández, alcaide de Lugo, em Espanha, onde se realizou a reunião.
No adeus ao cargo, o autarca vianense, que passa a vice-presidente, assumiu ter sido uma honra e um privilégio presidir o Eixo Atlântico nos últimos dois anos, num contexto único no plano nacional, marcado pela instabilidade política e por várias crises no plano internacional, e enfatizou o trabalho realizado em prol da partilha de valores comuns.
Luís Nobre recordou ainda que o Eixo Atlântico foi fundado em 1992 com o objetivo de promover a cooperação transfronteiriça entre o Norte de Portugal e a Galiza, estabelecendo a cultura como um dos pilares dessa cooperação.
No ano em que Viana do Castelo é Capital da Cultura do Eixo Atlântico, Luís Nobre garantiu encarar a cultura “como uma alavanca da estratégia de desenvolvimento da euro-região, criando consciência estratégica nos atores, predispondo-nos a encetar um trabalho colaborativo, articulado e inclusivo, aberto a inovação e à mudança, com vocação e dimensão europeias“, assegurando que, para o Eixo Atlântico, “a cooperação cultural tem sido a ferramenta de produção de intercâmbio cultural, veículo de convergência, de espaço de diálogo e entendimento mútuo“.
“Promover a cooperação e a cultura é a única equação que terá como resultado alianças estratégicas que valorizem o respeito mútuo, a compreensão intercultural, alcançando um futuro onde as diferenças são não apenas toleradas, mas celebradas, para procurar e alcançar objetivos comuns“, acrescentou.
Frisou ainda que “a cultura no Eixo Atlântico nunca será apenas um meio de expressão artística, mas sim uma ferramenta poderosa para a cooperação regional, para o nosso desenvolvimento económico e para a construção de uma identidade partilhada“.
“Através de eventos culturais, artísticos e intercâmbios educativos, o Eixo Atlântico continuará a fortalecer os laços entre o Norte de Portugal e a Galiza, mostrando à Europa e ao Mundo, como a cultura é um fator de união, de paz e de progresso entre os povos“, finalizou.

