A lista proposta por Cláudia Marinho, da CDU, para a União das Freguesias de Viana do Castelo (Santa Maria Maior e Monserrate) e Meadela, para o mandato 2025/2029, não foi aprovada.
Ao todo, foram a votação duas propostas: uma que incluía elementos do PS e outra com elementos do PSD. Foram chumbadas com seis votos a favor e 13 contra.
Em conferência de imprensa, no final da sessão, Rui Sousa, do PS, explicou que o partido “não tem qualquer interesse em ingressar no Executivo” e acusou a CDU de integrar elementos da sua lista sem os consultar.
“Em nenhum momento fomos contactados a dizer que iam pôr o nosso nome nas listas. Devemos referir isso, para não haver deturpação da informação e não passar para a opinião pública a informação de que nós é que fomos os maus da fita. Em nenhum momento nos disseram que nos iam colocar. Queremos que fique bem referido“, sublinhou.
Vítor Fernandes, do PSD, garantiu que o partido que encabeça também não pretende integrar o executivo e acusou a CDU de falta de capacidade de negociação. “Quem não consegue negociar com 19 elementos, como é que vai negociar com uma freguesia que tem 25 mil eleitores? Está provado que o Executivo da CDU não tem condições mínimas para estar à frente da União“, atirou.
Já Joaquim Matos, do Chega, disse que “Cláudia Marinho tem muita experiência de política, mas de matemática não sabe“.
Cláudia Marinho, eleita presidente da União das Freguesias nas eleições de 12 de outubro, confessou que já estava à espera deste desfecho.
“Está mais do que visto que PS e PSD não querem um trabalho em conjunto“, lamentou, lembrando que “o povo decidiu assim e eles não querem cumprir o que o povo decidiu“.
Assegurou ainda que negociou com o PS e com o PSD e que tem provas disso: “O nosso objetivo era que fosse ouvida a segunda força mais votada, o PS. Houve reunião feita na Junta de Freguesia de Monserrate. Só esteve presente o Rui Sousa. Ele disse que não queria nada. Mesmo assim, oferecemos-lhe um lugar no Executivo, que não quis. Mas disse também que não ia ser solução, mas também não ia ser problema“.
“Depois disso, negociámos com a terceira força política, o PSD, e propusemos o mesmo que propusemos ao PS. E não aceitaram. Mas com a possibilidade de fazerem uma contraproposta. E a proposta deles era terem três vogais no Executivo e que um desses vogais fosse a meio tempo, o que recusámos logo. Posto isto, com o PSD, dissemos que iríamos fazer uma contraproposta, em que oferecemos dois vogais no Executivo, sem tempos, ou então um vogal a meio tempo. Foi essa a nossa proposta. E eles recusaram. Esta é a verdade e tenho provas disso“, sublinhou.
O novo Executivo da União das Freguesias de Viana do Castelo (Santa Maria Maior e Monserrate) e Meadela tem de ser aprovado até ao dia 3 de novembro. Caso contrário, tem de haver novas eleições.
Nesse sentido, Cláudia Marinho convocou uma nova Assembleia de Freguesia para sábado, dia 1, às 17:00 horas.
Cláudia Marinho foi eleita presidente de Junta pela CDU, com 27,36%, um total de 3595 votos (6 mandatos).
O PS foi a segunda força mais votada, com 26,32%, um total de 3459 votos (também 6 mandatos).
A AD ficou em terceiro lugar com 24,02%, um total de 3157 votos (5 mandatos), e o Chega fixou-se nos 11,40%, com um total de 1498 votos (2 mandatos).

