Com 4 mandatos para a AD, 3 para o PS, 3 para a CDU e 3 para o Chega, em Darque, Paulo Taborda tinha de chegar a acordo com uma das três forças políticas da oposição para conseguir formar Executivo. Acabou por ser com a CDU.
Resultado? Conseguiu 10 votos a favor – 4 da AD, 3 do PS e 3 da CDU – e 3 votos contra por parte do Chega.
No final da Assembleia de instalação dos novos eleitos, o Chega não escondeu a indignação.
“A AD deu uma ajudinha no regimento ao PS, na Câmara. Juntou-se à CDU na União das Freguesias de Viana e Meadela, com uma jogadinha por trás… Mas a maior facada que os eleitores receberam foi aqui em Darque“, começou por dizer ao VIANA AO MINUTO.
“Os eleitores votaram, maioritariamente, à direita, ou supostamente à direita, porque pensariam que a AD é de direita, mas a AD veste a pele de cordeiro e, na altura de ganhar os votos, viraram-se para a esquerda“, lamentou, acusando a AD de traição.
Fonte do Chega reforçou ainda que, tendo em conta o tipo de ideologia política, o que faria sentido era um acordo com este partido, e não com a esquerda, já que seria suficiente para obter a maioria.
“De certeza que eles sabem fazer contas. Quatro dos deles, mais três dos nossos, dá sete. Tinham maioria aqui. Sabiam disso. E eram votos à direita. Mas o que fizeram foi trair os darquenses“, sustentou.
Paulo Taborda, novo presidente da Junta de Freguesia de Darque, já reagiu às declarações do Chega.
Ao VIANA AO MINUTO, o autarca assegurou que, numa primeira instância, questionou todas as forças da oposição se estariam disponíveis para negociar e que, depois, obedeceu “à hierarquia dos votos“. Ou seja, falou primeiro com o PS, segunda força mais votada, não tendo obtido acordo. De seguida, passou para a CDU, terceira força mais votada.
“Como fechámos acordo com a CDU, não precisámos de passar para o Chega“, esclareceu, sem querer alimentar polémicas.
Paulo Taborda foi eleito presidente de Junta pela AD, com 26,46%, um total de 1079 votos (4 mandatos).
Teve mais seis votos do que o Partido Socialista, que se fixou nos 26,31% (3 mandatos).
O PCP registou 23,37%, com um total de 953 votos (3 mandatos), e o Chega alcançou 20,13%, com um total de 821 votos (3 mandatos).

