Diana Dias: “O Estado de Viana do Castelo: uma nobre cidade fantasma!”

Artigo de opinião de Diana Dias, do PSD.

Todos os partidos com assento parlamentar – e candidatos à Câmara Municipal de Viana do Castelo – foram convidados para participar nesta rubrica.

«O Estado de Viana do Castelo: uma nobre cidade fantasma!

Viana do Castelo, uma pérola do Minho com vistas deslumbrantes sobre o Atlântico e um património histórico invejável, parece ter adormecido numa apatia que dura o ano inteiro.

Como vianense de coração e observadora atenta, não posso deixar de expressar a minha preocupação com o atual estado da cidade. Uma cidade que hoje se resume a um cenário de calma excessiva, interrompida apenas por pequenos eventos e momentos de euforia. E o culpado principal? A inércia da Câmara Municipal de Viana do Castelo, que parece mais interessada em manter as aparências do que em fomentar um desenvolvimento sustentável e dinâmico.

Viana do Castelo tem um potencial imenso no nível turístico, mas também naquilo que pode proporcionar às suas gentes, no entanto, o seu movimento na maior parte do ano é escasso e, aos fins de semana, onde se espera maior movimento nas cidades, é praticamente inexistente.

As ruas vazias, comércio local a lutar pela sobrevivência e uma sensação de abandono que se instala logo após o verão, são as consequências de uma governação pouco preocupada com o dinamismo da cidade.

O pico de atividade resume-se à semana das festas, nomeadamente a Romaria da Senhora da Agonia. Nesses dias, Viana transforma-se: multidões enchem as ruas, há fogo-de-artifício, procissões e uma efervescência que recorda o melhor da nossa identidade cultural. E o resto do ano? Silêncio. A cidade volta ao seu estado letárgico, como se o esforço municipal se esgotasse numa única celebração anual.

Pior ainda é a estratégia – ou falta dela – na programação de eventos. Quando a Câmara decide agir, parece optar por concentrar tudo no mesmo dia ou fim de semana, criando uma ilusão de vitalidade. A cidade “enche-se” momentaneamente e, nos meses seguintes, o vazio regressa. Esta abordagem não promove uma distribuição equilibrada de atividades, que poderia atrair turistas em diferentes épocas e apoiar a economia local de forma sustentável. Opta-se pelo “tudo ou nada”, deixando meses inteiros sem que nada aconteça.

É tempo de Viana do Castelo acordar e exigir aquilo que merece. Uma cidade dinâmica, com um programa cultural à altura daquilo que são as suas expectativas e que torne Viana numa cidade de atração. É preciso criar hábitos e fixar as pessoas na nossa cidade, criar crescimento e não limitar a beleza desta cidade a apenas uma semana no ano inteiro.»

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