“Basta de m*rdificação: a qualidade não é uma opção”

No âmbito das comemorações do Dia Mundial do Consumidor, assinalado a 15 de março, a DECO alerta para o ciclo de degradação dos serviços e exige intervenção do Estado para garantir o direito dos consumidores à qualidade.

Falamos de um fenómeno com um nome pouco elegante, cada vez mais recorrente, sobretudo no universo digital, apelidado internacionalmente de “m*rdificação” ou enshittification. Em Portugal, este fenómeno começa já a ser patente em muitos setores, desde a mobilidade até às comunicações eletrónicas.

A lógica é simples: um serviço começa por ser inovador e atrativo, conquista utilizadores e, com o tempo, perde funcionalidades, passa a incluir mais publicidade, cria obstáculos à utilização e aumenta os preços. E para recuperar a qualidade mínima inicial, o consumidor acaba por ter de pagar mais.

Para a DECO, esta prática é inaceitável. A associação defende que a lei deve impedir a degradação injustificada dos serviços, a retirada de funcionalidades essenciais e a alteração ou cancelamento de ofertas sem garantias claras. Defende ainda que as empresas não podem dificultar a mudança para concorrentes nem penalizar quem recusa partilhar os seus dados pessoais.

Esta degradação não é acidental, mas intencional: trata-se de um modelo de maximização de lucro que explora a dependência dos utilizadores e a falta de alternativas reais. No dia a dia digital, isso é visível nas redes sociais, que privilegiam publicidade em vez de conteúdos de amigos; nas pesquisas online, cada vez mais dominadas por resultados pagos; nas plataformas de streaming, com catálogos fragmentados e custos adicionais; e até em serviços de mobilidade, surgiram como alternativa “premium” ao mercado tradicional, mas que são em muitos casos, sinónimo de pior qualidade e de preços mais elevados.

No centro da discussão está um princípio essencial: o direito à qualidade. Para a DECO, não é um luxo nem uma escolha, é um direito. Por isso, apelamos aos consumidores que não aceitem passivamente a deterioração dos serviços. Se uma empresa reduz funcionalidades, impõe anúncios intrusivos ou dificulta a saída, deve reclamar, denunciar e exigir o cumprimento dos seus direitos.

Pode contar com o apoio da DECO Minho através do número de telefone 258 821 083 ou através do endereço eletrónico deco.minho@deco.pt.

Compartilhar

Inscreva-se na nossa newsletter

Newsletter
spot_imgspot_img

Popular

Relacionados

Vianense joga cartada importante na luta pela LIGA 3

Dia muito importante na luta pela subida de divisão.

Este domingo há Festa da Criança em Vila Franca

Depois da Festa das Rosas, realiza-se a Festa da Criança.

Futebol: AD Chafé sagra-se campeã da II Divisão Distrital

"Uma conquista fruto de muito trabalho, união e ambição ao longo de toda a época", reagiu a Junta de Freguesia em comunicado.

Viana do Castelo reforça meios operacionais de proteção da floresta contra incêndios rurais

Os equipamentos vão ser utilizados pelas Equipas de Sapadores Florestais no âmbito das suas missões de prevenção, vigilância e apoio ao combate aos incêndios rurais.