A Comunidade Intermunicipal do Alto Minho (CIM) retirou à Auto Viação Cura o serviço de transportes públicos em alguns concelhos, depois de ter sido informada pelo Instituto da Mobilidade e Transportes (IMT) da cessação da licença.
Segundo apurou a agência Lusa junto de António Barbosa, presidente da CIM, a decisão foi tomada na segunda-feira e “o serviço público de transportes passou a ser assegurado por outra empresa“.
António Barbosa adiantou ainda que o IMT “enviou um e-mail para a CIM do Alto Minho, enquanto Autoridade de Transportes (AT), da cessação das licenças” concedidas ao grupo Auto Viação Cura.
A Lusa contactou a Auto Viação Cura, mas sem sucesso.
Ainda segundo o presidente da CIM, foi avançado com um ajuste direto, com caráter de urgência, a outro operador, para garantir o serviço de transportes públicos nos concelhos onde a transportadora operava.
“Um ajuste direto, por urgência, é daquelas situações que a lei permite, para que não seja colocado em causa o transporte de utentes e, no caso particular, dos próprios alunos que utilizam estas linhas públicas para irem até as sedes de concelho, para as escolas onde estudam“, esclareceu.
Grupo AVIC assegura continuidade
Em comunicado enviado ao VIANA AO MINUTO, o grupo AVIC revelou que a CIM, “enquanto Autoridade de Transportes, solicitou ao Grupo AVIC a intervenção imediata para dar resposta a uma rutura iminente de serviços em carreira pública em diversos concelhos do Alto Minho“.
“Perante esta situação, reunimos de imediato com todas as nossas equipas operacionais para articular as diferentes áreas do Grupo e mobilizar os recursos necessários, garantindo a continuidade do serviço e minimizando o impacto no transporte das populações, com especial atenção ao transporte escolar“, lê-se.
O Grupo AVIC refere ainda que “sempre colocou os passageiros em primeiro lugar e, perante este desafio inesperado, redobrou esforços para assegurar uma resposta rápida e eficaz“.
“Graças à mobilização das nossas equipas e meios operacionais, foi possível garantir a continuidade dos serviços solicitados, assegurando que as ligações essenciais às populações do Alto Minho continuam a ser realizadas com normalidade“, acrescenta.
Os passes mensais adquiridos junto do anterior operador “mantêm-se válidos, a título transitório, durante o decurso do mês de março, podendo ser utilizados nos serviços atualmente assegurados pelo Grupo AVIC“.
Para efeitos de utilização dos serviços de transporte a partir do mês de abril, os utilizadores devem requisitar o novo passe (cartão físico) através do site da AVIC ou nas bilheteiras da empresa. Os custos associados à emissão do cartão físico vão ser suportados pela CIM, exclusivamente no âmbito da transição entre os meses de março e abril.

