O investimento em ativos digitais, com destaque para as criptomoedas, tem vindo a crescer de forma exponencial, atraindo investidores pelo potencial de valorização rápida. Contudo, este fenómeno tem, igualmente, motivado um aumento significativo de práticas criminosas, em particular burlas relacionadas com esquemas de investimento fraudulentos.
De acordo com um comunicado divulgado pela PSP, este tipo de burla registou um aumento significativo, potenciado em muito pela falta de literacia financeira e digital das vítimas.
O ciberespaço é o palco principal destas fraudes, já que o investimento é promovido e executado através de sites, aplicações ou até caixas ATM de criptomoedas.
Estas burlas assentam, na maioria dos casos, em falsas promessas de rentabilidades elevadas e garantidas, aliciando as vítimas através de diferentes canais digitais, nomeadamente:
- Websites e aplicações fraudulentas;
- Anúncios enganosos nas redes sociais;
- Utilização indevida da imagem de figuras públicas para gerar credibilidade;
- Envio de mensagens ou e-mails com links maliciosos.
O esquema típico de burla desenrola-se da seguinte forma: após a manifestação de interesse, os potenciais investidores são contactados por alegados “gestores de negócios”, que oferecem “ajuda gratuita” a quem apresenta pouca literacia digital ou recursos informáticos limitados.
Estes intermediários sugerem o uso de aplicações fraudulentas e dão instruções sobre os passos a seguir, sem fornecer detalhes claros sobre o investimento, mas apelando constantemente à urgência.
Para reforçar a credibilidade da fraude, as vítimas são direcionadas para sites falsos que simulam ser reais, permitindo-lhes acompanhar os supostos investimentos e rendimentos.
É fundamental que, antes de realizar qualquer investimento digital, os consumidores consultem a lista de entidades registadas para o exercício de atividades com ativos virtuais.
A complexidade das criptomoedas, aliada à perceção de oportunidades rápidas, torna este setor particularmente vulnerável a burlas. Adotar uma postura informada e vigilante é essencial para reduzir o risco de perdas financeiras e proteger-se contra esquemas fraudulentos no espaço digital.
Se for vítima de burla, alerte as autoridades (PSP, GNR, PJ ou Ministério Público) e informe a DECO. A sua denúncia pode ser muito importante para outros consumidores.
Pode contar com o apoio da DECO Minho através do número de telefone 258 821 083 ou através do endereço eletrónico deco.minho@deco.pt.

