Eixo Atlântico apresenta Relatório Socioeconómico Anual de 2024

O Eixo Atlântico apresentou, esta quinta-feira, o Relatório Socioeconómico Anual de 2024, num evento que se realizou na Biblioteca Municipal de Viana do Castelo.

O relatório foi elaborado por Fernando González Laxe, catedrático de Economia na Universidade da Corunha e ex-presidente da Xunta de Galicia, e Arlindo Cunha, catedrático de Economia da Universidade Católica do Porto, que foi também Ministro da Agricultura no governo de Cavaco Silva e Ministro das Cidades no governo de Durão Barroso.

Este Relatório Socioeconómico oferece uma visão analítica conjunta da economia da Eurorregião Galiza-Norte de Portugal, na perspetiva das cidades que compõem o sistema urbano do Eixo Atlântico.

O documento apresenta uma visão integrada da evolução económica, social e territorial, destacando o papel dos municípios como motor de desenvolvimento. O seu objetivo é proporcionar aos responsáveis municipais e agentes económicos e sociais ferramentas de análise que facilitem a elaboração de políticas de promoção económica de âmbito local, com especial atenção a sectores estratégicos como o solo industrial, a produção, as exportações, a logística e os transportes.

Um dos eixos centrais do relatório é a alimentação e a segurança alimentar, uma prioridade estratégica da União Europeia que ganhou ainda maior importância após a crise da COVID-19 e as recentes tensões geopolíticas.

Nesta área, o estudo destaca o papel fundamental dos municípios, tanto em contextos urbanos como rurais, através de iniciativas como hortas urbanas, mercados de produtores e feiras de produtos locais, que reforçam a economia de proximidade e a resiliência do sistema alimentar.

O relatório realça, em particular, a importância da atuação municipal nas zonas rurais, onde estas iniciativas contribuem diretamente para o aumento do rendimento dos produtores e para a valorização da produção local e da sua sazonalidade.

Salienta ainda a necessidade de avançar para uma maior organização da produção local, sobretudo em territórios caracterizados pelas pequenas propriedades, como a Galiza e o Norte de Portugal, promovendo o papel das cooperativas e das organizações de produtores.

Entre as propostas destacadas, o estudo apresenta a promoção de circuitos curtos de abastecimento alimentar, o fornecimento de produtos locais a cantinas públicas e entidades sociais, e a incorporação progressiva do comércio a retalho local, acompanhada de apoio técnico aos agricultores para garantir a regularidade da produção e o cumprimento da legislação europeia, com financiamento através dos programas PEPAC de Portugal e Espanha.

Descarregue o relatório aqui.

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