A Quinta da Arrifana, em Ponte de Lima, foi o palco do 6.º Encontro das Associações pela Guiné-Bissau, reunindo dezenas de organizações da diáspora num ambiente marcado pela colaboração, partilha e reflexão profunda sobre o trabalho comunitário.
A organização e a recepção ficaram a cargo de Manuela Pimenta, representante da Associação Hemato Pa Bô, que assumiu este ano o papel de anfitriã.
O encontro adquiriu um significado particularmente emotivo por decorrer no interior da residência de Manuel Pimenta, figura admirada pelo seu contributo humanitário e dedicação à comunidade guineense.
Entre os momentos mais marcantes, destaque para a exibição do documentário “Pimenta Ka Murri”, cuja expressão — “Pimenta não morreu” — refletiu o reconhecimento de que o legado de Manuel Pimenta permanece vivo.
A obra recorda o impacto social e humano que deixou e reforça o espírito de continuidade que inspira muitos dos projetos e associações presentes.
O encontro contou também com a intervenção do atleta internacional Braima Dabó, que estuda atualmente em Portugal com o apoio da organização Na Rota dos Povos, e que fez um apelo sentido à paz na Guiné-Bissau, sublinhando a importância da estabilidade para o desenvolvimento do país e para o fortalecimento da diáspora.
Outro momento significativo foi a participação do Padre Almiro, um dos grandes mentores destes encontros anuais. Reconheceu o ambiente acolhedor, a profundidade das intervenções e a qualidade da organização, afirmando que esta edição foi, para muitos, a mais impactante de todas — não só pela forte dimensão humana, mas também pelas portas que se abriram para futuros projetos e colaborações.
Com a ciência, a ação humanitária, a memória e o compromisso social reunidos no mesmo espaço, o 6.º Encontro das Associações pela Guiné-Bissau reforçou a importância da união, do diálogo e da colaboração contínua entre as associações da diáspora.

