Luís Nobre emitiu um comunicado através do qual lamenta a “impreparação absoluta dos principais candidatos da oposição”, às eleições autárquicas de 12 de outubro, e onde refere que os restantes candidatos estão mais preocupados em dirigir “ataques pessoais” do que em apresentar ideias para Viana do Castelo.
O desabafo do presidente da Câmara – e recandidato pelo Partido Socialista – surge na sequência do debate das rádios, que se realizou no Teatro Municipal Sá de Miranda, em Viana do Castelo, na quarta-feira.
“O que vemos sistematicamente é uma crítica destrutiva, com o único intuito de atacar o trabalho do PS e confundir os vianenses“, condenou, acrescentando que a postura dos principais oponentes revela “desconhecimento da gestão autárquica e dos principais indicadores do concelho“.
“É preocupante assistir à construção de programas improvisados, alguns feitos à pressa, que apenas reagem às nossas propostas sem apresentar uma visão própria para Viana“, crê Luís Nobre, concluindo que “a oposição está mais empenhada em ataques pessoais do que em esclarecer os vianenses, ou em apresentar propostas estruturadas para o futuro do concelho“.
O autarca pronunciou-se também sobre as alegadas dívidas da Câmara Municipal, garantindo que tais acusações são “inconsequentes e não correspondem à verdade“.
“Durante o mandato, reduzimos a dívida de médio e longo prazo, diminuímos a dívida a fornecedores e encurtámos significativamente o prazo das transferências para o movimento associativo, que beneficiou de um reforço do apoio em 2,9 milhões de euros“, referiu.
Luís Nobre lembrou ainda que “este foi um mandato de afirmação, com indicadores públicos que o comprovam: aumento das exportações, crescimento turístico, reconhecimento de parâmetros ambientais“.
“Foi também um mandato de factualidade, com decisões tomadas em favor dos vianenses. Trabalhámos e cumprimos num contexto absolutamente exigente. Não deixámos de encontrar soluções e financiamento para todas as obras em curso, sem comprometer a saúde financeira do município nem das gerações futuras“, continuou, recordando que “mais de 95 milhões de euros de investimento resultam do PRR“.
Relativamente à mobilidade, nomeadamente à implementação do TuViana, Luís Nobre explicou que “o que está em causa é um processo iniciado em 2024, com uma candidatura sólida, selecionada entre mais de uma centena e meia de propostas“.
“Dizer que a decisão foi tomada há 15 dias, ou há uns meses, revela um total desconhecimento deste processo, o que só pode ser explicado por quem veio agora colocar um pé no concelho“, apontou.
Por fim, defendeu ainda que “só por mera distração ou oportunismo é possível confundir a decisão de internalizar o serviço com o início da operação“. “As pessoas têm de entender que os vianenses têm inteligência“, rematou.

