José Belo, candidato do Chega à Câmara Municipal de Viana do Castelo, gravou um vídeo, esta quarta-feira, através do qual disse que a União das Freguesias de Barroselas e Carvoeiro, que está em processo de desagregação, vai “herdar uma dívida de quase 400 mil euros”.
Segundo apurou José Belo, Rui Sousa, presidente que cumpre o terceiro e último mandato à frente de Barroselas e Carvoeiro – e que é candidato pelo Partido Socialista à União das Freguesias de Viana do Castelo (Santa Maria Maior e Monserrate) e Meadela – terá revelado que quem tem de pagar esta dívida é a Câmara Municipal.
Contudo, acrescenta José Belo, Eduardo Teixeira questionou Luís Nobre, em plena reunião de Câmara, sobre esta situação, e o autarca esclareceu que há uma dívida do Município, sim, mas de 29 mil euros.
Horas depois, ainda esta quarta-feira, Rui Sousa gravou um vídeo a negar as acusações de José Belo. Disse que o professor é “mentiroso” e assegurou que vai agir judicialmente.
Entretanto, a União das Freguesias de Barroselas e Carvoeiro, presidida por Rui Sousa, emitiu um comunicado a que o VIANA AO MINUTO teve acesso e através do qual veio “repudiar e desmentir categoricamente os rumores infundados que circularam nas redes sociais esta quarta-feira, 17 de setembro, os quais falsamente alegam que esta autarquia possui dívidas na ordem dos 400 mil euros“.
“Tais afirmações não só distorcem a realidade financeira da autarquia, como são irresponsáveis e ofensivas, atentando contra o trabalho sério e o bom nome do executivo em funções e, em particular, contra a honra do seu atual presidente“, lê-se, garantindo que, desde 2013, a gestão daquela União “tem sido pautada pelo rigor e responsabilidade“.
“Assim, cumpre esclarecer que, nos termos do processo de desagregação das freguesias de Barroselas e Carvoeiro, a legislação em vigor (nomeadamente, a Lei n.º 39/2021, de 24 de junho, que define o regime jurídico de criação, modificação e extinção de freguesias, e a Lei n.º 25-A/2025, de 13 de março, que visa a reposição das freguesias definidas pela lei anterior), determina a obrigatoriedade da publicação, em Diário da República, de todos os trâmites deste processo, inclusive as contas e a situação financeira da Junta de Freguesia“, informa.
“A recolha e validação desta informação foi conduzida por uma comissão de extinção composta por cidadãos idóneos desta União de Freguesias e sujeita à verificação do Tribunal de Contas. Mais se informa que o montante de dívida apurado e publicitado à data é atualmente inferior, resultando da assunção de compromissos temporários no âmbito da execução de serviços e investimentos públicos, bem como da gestão corrente de tesouraria. Trata-se, pois, de uma situação inerente à normal atividade das autarquias, não representando qualquer desequilíbrio estrutural“, acrescenta.
“Qualquer distorção desta informação é não só infundada e inadmissível, como revela um profundo desconhecimento da gestão autárquica, sendo prontamente desmentida pelos factos oficiais“, continua.
“A tentativa de denegrir esta União de Freguesias e a sua equipa representa uma clara desconsideração pelo trabalho do Executivo em funções, pela Comissão de Extinção das Freguesias e por todos os Barroselenses e Carvoeirenses. O Executivo da União das Freguesias de Barroselas e Carvoeiro reafirma o seu compromisso com a verdade, apelando a um debate político sério, responsável e respeitador da dignidade das instituições e dos seus representantes“, conclui.

