Migrantes desembarcados no Algarve transferidos para centros temporários

Dos 38 migrantes que chegaram no final da semana passada à praia da Boca do Rio, em Vila do Bispo, 30 já se encontram em centros de instalação temporária no Porto e em Faro. Apenas oito permanecem no pavilhão de Sagres, local inicialmente usado para alojamento provisório e que a autarquia considerou “sem condições adequadas”.

As transferências priorizaram famílias com crianças. O primeiro grupo, composto por duas famílias marroquinas — um adulto com um filho de oito anos e um casal com dois filhos de um e dez anos — foi encaminhado na noite de segunda-feira para a Unidade Habitacional de Santo António, no Porto, que funciona como Centro de Instalação Temporária (CIT).

Operação de redistribuição

Ao longo de terça-feira, mais 24 migrantes foram deslocados: nove para o mesmo CIT do Porto e 13 para o Espaço Equiparado a Centro de Instalação Temporária no aeroporto de Faro.

No pavilhão de Sagres, sob vigilância da GNR, ficaram oito homens. Sete deveriam sair ainda no final do dia, enquanto o último, que esteve hospitalizado, será transferido após comparecer em tribunal.

Processos legais e saída do país

O Tribunal de Silves decretou medidas de afastamento coercivo para todos os migrantes, com prazo de 20 dias para abandonarem Portugal voluntariamente. Caso não o façam, será aplicada a expulsão forçada.

A gestão administrativa do processo cabe à Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA), enquanto a PSP, desde a extinção do SEF, é responsável pela tutela dos centros e pelo acompanhamento desde a entrada irregular até à saída do território nacional. O prazo máximo de detenção é de 60 dias.

Viagem e condições de chegada

O grupo, composto por 25 homens, seis mulheres e sete menores, afirmou às autoridades que partiu de El Jadida, em Marrocos, no dia 4 de agosto, com destino a Espanha. No entanto, as correntes desviaram a embarcação para a costa algarvia.

Alguns migrantes chegaram desidratados e em hipotermia, tendo recebido assistência médica no local. A Polícia Judiciária do Sul investiga eventuais ligações a redes de auxílio à imigração ilegal.

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